quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Nosso mês como costumamos dizer lá em casa.

Não é porque você não está por perto, Tio, que eu vou esquecer que esse mês é nosso como costumamos dizer lá em casa. Lembre-se que sou o calendário de nossa família. Fevereiro é tão seu quanto meu. Sempre o dividimos com muito amor. Eu que sou como uma filha para você então, nem se fala! Queria poder lhe dar um abraço demorado, desejoso de coisas boas como sempre fazemos quando pudemos, mas... Vamos levando. Na verdade, especialmente hoje, eu queria ouvir sua voz a me chamar de "injuada". Eu gosto. Eu amo. Você, talvez, nem saiba disso. Até prefiro que continue sem saber, porque eu acho que você já me chama assim por pensar que me irrita. Coisa nossa. Continuamos assim então. Eu finjo que me deixas braba e você continua a achar que me deixas. Bobinho. Que venham mais e mais Fevereiros compartilhados com você, meu amor, porque meu mês vinte e oito só é meu porque divido contigo. Que por muitos anos eu possa te ver refletido no espelho a arrumar seu cabelo. Saudade. /foto: Dezembro de 2008. Um dos poucos Natais que passamos juntos depois que o "inha" ficou só no apelido.

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