quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ilustração textual

Pelo tempo que não posto, e como brinquei com um amigo meu, eu já poderia ser mãe de gêmeos, nera?! Noutra oportunidade, eu falo sobre os filhos que não tenho. 
Brincadeiras à parte, enfim postarei a segunda matéria que fiz semestre passado, mesmo sem as devidas correções do professor. Mas, bem!, essa matéria foi outro presente para mim, já que o tema é extremamente bacana e me permitiu conhecer um pouco mais do mundo fantástico das ilustrações e de alguns dos talentosos ilustradores daqui de Alagoas e por falar neles: Obrigada pela atenção e disponibilidade. Foi um prazer desenvolver esse trabalho com vocês. (Vamos lá?!)                                                     

A produção de Ilustrações através de Estúdios como o Alba e o Reca, ambos localizados em Maceió, vêm ganhando cada vez mais território no mercado alagoano, uma vez que a procura dos serviços dessas empresas, em conjunto com a necessidade da clientela por algo mais elaborado visualmente, tem sido fundamental para expansão do mercado criativo no Estado.


Apesar do espaço comercial ainda não ser amplo, ferramentas digitais, como Facebook, Flickr, Zupi, colaboram significativamente, enquanto à divulgação e o reconhecimento do trabalho dos Ilustradores Alagoanos.

Com o crescimento da interação virtual, a limitação geográfica deixou de ser um problema para o ilustrador. As criações passaram a ter uma maior visibilidade e a seleção dos consumidores passou a primar pelo aspecto qualitativo, visto que a preferência dos clientes vem se sofisticando cada vez mais.  Com isso, o campo do design tem acentuado seu valor mercadológico e descontruindo o lugar-comum de que Ilustração é brincadeira, ou coisa de criança.


Comme des garçons.
(Hebert Loureiro)
Para Herbert Loureiro (23), Diretor Criativo e um dos fundadores do Estúdio Alba, mesmo o mercado sendo competitivo, a solidez de um estúdio pode fazer a diferença, como foi o seu caso ao fundar o Alba juntamente com David Nunes. A gente resolveu juntar os talentos para ter um resultado maior, com mais força e impacto e que o mercado daqui pudesse nos perceber da forma como pretendíamos”, conta Herbert.


PabloPerez Sanches (22), Freelancer Ilustrador, formado em Design Gráfico e ex-integrante do Estúdio Reca, analisa que ter trabalhado de forma coletiva foi um grande aprendizado, visto que as tarefas eram definidas e o sistema de organização bem funcional. Mas eu como ilustrador queria tentar algo menos institucional (...). Assim quando saí do Reca senti uma grande diferença de trabalhar como Freelancer, como você está responsável por todas as áreas de trabalho nesse caso (comunicação, financeiro, criação) e isso como aparente pesa bem mais”, revela Pablo que em compensação passou a desenvolver trabalhos totalmente autorais, sendo para ele uma realização, já que passou a trabalhar em áreas onde sempre quis desenvolver suas criações.
O mar convida e transforma.
(Pablo Perez Sanches)

Conforme Daniel Melro (24), Designer e um dos sócios do Reca, o dia-a-dia no Estúdio é umas das coisas que mais lhe dá prazer. É sempre divertido, cheio de piadas e muito trabalho. Eu nunca trabalhei nenhum dia depois que me formei. Eu só faço me divertir”, declara Melro que desempenha suas funções todos os dias, os dois horários e geralmente coordena os trabalhos que envolvem ilustração, uma vez que todo mundo faz tudo. “Nunca trabalho só. Trabalhamos em conjunto, sabe?! Todo mundo dá opiniões e faz o trabalho ter a cara do estúdio no final”, afirma Daniel.

Herbert Loureiro, que é conhecido internacionalmente e até já teve alguns de seus desenhos publicados, participando de exposições em outros países, fala ainda sobre a ideia que se tem a respeito da liberdade no processo criativo. Não existe uma total liberdade criativa já que você está produzindo sobre uma série de fatores pré-definidos com o cliente para que o resultado esteja dentro do conceito. Daí a criação deve acontecer dentro destes moldes. Mas há também o trabalho do ilustrador de pesquisa e desenvolvimento”, acrescenta o Diretor Criativo da Alba que deixou claro a produção de ilustrações que partem da total independência criativa, uma vez que são feitas sob as medidas do gosto pessoal dele, como acontece com os demais Ilustradores do estado.

Evolução. (Daniel Melro)
Algumas das ilustrações do Designer Daniel Melro passaram a compor não só o papel e a tela do computador, mas a pele de algumas pessoas. “O primeiro desenho meu tatuado, foi numa amiga minha da época de escola (mas ela fez na faculdade já). Eu acho muito legal! Sempre gostei muito de tatuagem, então fiquei muito feliz em ver que algumas pessoas gostam do meu desenho a ponto de tatuá-lo. Fico feliz em ver o desenho depois de tatuado, e lembrar como foi difícil fazer determinadas partes”, relembra Daniel ao observar que suas criações ilustrativas ganham outro valor, uma vez que, em tese, a feitura de uma tatuagem não tem a duração de um evento por maior que ele seja.

A aceitação da família, tanto de Melro, como de Pablo Perez Sanches e Herbert Loureiro aconteceu de forma tranquila, com total apoio. “Ainda bem tenho uma família que sabe que a pessoa só se dá bem, profissionalmente, se ela fizer algo que realmente ame e goste, só assim ela pode fazer algo realmente bom na sua área”, relata Pablo.
As ilustrações desempenham papeis importantes na leitura dos inúmeros contextos e vêm se firmando no mercado que tem se refinado em detrimento da necessidade de uma produção mais detalhada. As imagens que acompanham os textos de jornais, revistas e livros desempenham inúmeras funções, seja de complemento visual de um texto, por exemplo, ou até mesmo sendo a informação principal da narrativa.



Fica, então, a dica de um espaço maravilhoso que pode e deve ser explorado. Depois desse trabalho, as ilustrações passaram a ocupar outro espaço na minha coletânea de coisas maravilhosas. E, olha!, são mesmo, viu!? Confiram o trabalho dos meninos e saibam do que estou falando.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A questão da melanina.

Como já me expressei em meu facebook, a situação sobre a validação de costas raciais para as universidades públicas, decidida ontem pelo STF, é bastante delicada. Não podemos negar toda a brutal opressão que os negros e índios- grupos minoritários- sofreram ao longo dos séculos em nosso país. Sabemos bem que foram vítimas de exploração, em todas as suas modalidades e níveis, que foram torturados, excluídos, inferiorizados, condenados a morrer de fome, e de trabalho a troca de nada, ou quase nada, e tudo por terem uma pele, uma cultura diferente da que se instalará em território tupiniquim lá nos idos de 1500 e por muitos séculos após, com a ideia de que a cultura europeia era melhor, no que reverberou na catequização dos índios e negros. Imposição cultural, intolerância religiosa, racismo, e mais uma porrada de coisas, permearam o início dessa história, como tem permeado até hoje, só que de outras formas, algumas mais veladas e não tão nitidamente execráveis, mas, ainda assim, presentes na atualidade. 
Não tenho uma posição fixa em relação a validade das costas raciais como políticas públicas afirmativas de inclusão. Agora tenho alguns pitacos a dar tais como: Sim. O racismo ainda é uma realidade infelizmente e pode ser que não seja exterminado da face da Terra nunca. Lamentável? Claro. Não é algo do passado. É uma erva daninha que distingue os indivíduos em melhores e piores, dominantes e dominados, patrões e empregados, quando, em verdade, todos são iguais constitucionalmente. Como disse uma vez em sala de aula, e volto a repetir, a igualdade está na diferença de cada um poder ser aquilo que se é e ponto. Isso vai desde os caracteres físicos até os psicológicos. Não é seu cabelo liso, seus olhos azuis, sua silhueta de Barbie e sua pele branca que dirão que alguém é melhor que outro. Isso, para mim, está fora de discussão. Não se qualifica um ser humano a partir desse molde preconceituoso. 
Sabemos também que ainda existem os descentes dos "mal feitores" escravistas, correto?! Esses querem continuar a decepar as cabeças de negros e índios que ousam pensar em fazer parte dos 13% da população que tem acesso ao ensino superior público, entre outros quereres que não cabem à temática em abordagem. Mas, gente, sabemos da mesma forma que nem todos são dessa linhagem. Há outras descendências que não são dessas antiabolicionistas. Não são todos os brancos/amarelos/azuis que oprimem os negros/índios e que, do mesmo modo, enfrentam situações parecidas. Talvez, não por serem brancos, mas por serem tão pobres quanto. Quer dizer que todos os brancos contemporâneos têm que pagar a conta do que os brancos antepassados, mesmo esses estando no mesmo nível social-econômico? É claro que reparações precisam ser feitas em prol dos grupos minoritários em questão, mas não é segregando que irá eximir a segregação já existente. 
Mais uma vez, repito: Concordo com o ministro Gilmar Mendes ao criticar o sistema de costas racial no tocante à avaliação de quem poderá usufruir, ou não, essas cotas. Não penso que a seleção deveria ser feita simplesmente com base biológica, ou, como disse, sob a ótica da melanina, mas de uma forma mais abrangente. Quesitos econômico-sociais deveriam agir de forma determinante também, quiça, o quesito cheque-mate. Sou a favor de uma cota social, por exemplo. 
Não é porque é negro que, necessariamente, não tenha condições de disputar uma vaga na universidade federal de igual para igual. Isso é até uma afronta para com a etnia, porque pressupõe que todo negro/índio é/está fadado ao fracasso e à miséria, confere?! Claro que a dificuldade em ascender se acentua por conta do racismo, mas não há só brancos bem-sucedidos, nem tampouco negros derrotados. Há, entre ambos os lados, independente de cor, pessoas que passam por problemas sociais nivelados e que cor nenhuma os fez ocupar um espaço melhor na sociedade. Muito pelo contrário, estão aí preenchendo os espaços marginalizados pela coletividade padronizada como melhor. 
Outra coisa: Sabemos que a rede de ensino fundamental pública já foi melhor, até mesmo, que a privada, mas os tempos são outros e, de novo, somos sabedores que o ensino de base deixa muito a desejar. Quantidade tem sido sinônimo de qualidade, o que não é verdade. A coisa não é bem assim não. Se nem as escolas privadas estão dando conta do nível adequado de ensino, imagine as públicas que estão aos piolhos, visto que a roubalheira não deixa que um pente fino seja passado. Não só estudam na rede pública índios e negros, mas brancos, amarelos, pardos, ou como li outro dia desses, cor de jambo e afins. Há negro morando em barraco e comendo uma vez ao dia? Há. Contudo também há branco morando embaixo da ponte e comendo quando pode. Certo que os negros bem colocados na malha social são minoria ainda, mas isso não quer dizer que, por esse motivo, branco nenhum tenha o direito de ascender socialmente. Nem todo branco, gente, é o branco de 1500 e bolinhas. É combatendo o preconceito e investindo em educação que o acesso, não só à universidade, será conquistado e não imposto pelo bem, ou pelo mal, nem tampouco classificando, e segregando mais uma vez, capazes e não-capazes tendo como base a quantidade de melanina que escorre entre as veias. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Do sumiço ao lattes, agora sou uma pessoa melhor.

Eu googleei chá de sumiço e me
aparece uma gravura meio que
"absorvente" do sumiço... Difícil, viu?!
Ainda escreverei um livro com um dos seguintes nomes: Vamos tomar um... Chá de sumiço comigo, ou Tomei um chá e sumi, ou ainda Os sumiços e eu- uma relação obscura de não poder aparecer. Se bem que nem de chá eu gosto. Juro que já tentei ingerir aquela iguaria trabalhada na erva sem fazer mil e duas caretas que me deixam parecendo um ser de outro mundo, mas foi um fracasso. Não agradou meu paladar. Então, vamos tomar qualquer outra coisa. Pode ser uma dose... de água! (Tudo bem. Fica à escolha da pareia!).
A questão é a seguinte: Quando não é a UFAL, e ela é sempre um motivo de minhas ausências, é a indisposição, vulgo preguiça- mãe do cão, que não permitem que eu venha aqui. Não gosto de escrever nada por escrever. Sem vontade, sem querer. Gosto de escrever com gosto. Sem qualquer sentimento de obrigação. Ou ainda, a impossibilidade de maiores relatos, visto que é proibido para menores, de 21 anos, dependentes de "parentes" como eu e pelo conteúdo conter cenas fortes demais para pessoas normais, como não é o meu caso. Entendem, né?!
O semestre está mais leve, mas ainda assim anda puxadinho, então eu tenho um bocado de coisas para dar de conta. Estamos sob aviso de uma possível greve, uma vez que o aumento salarial, vergonhoso, de 4% para os professores até hoje não foi dado. Resultado? Paralisações. Hoje, por exemplo, foi a segunda. Espero que as medidas adequadas sejam tomadas. Professor é a base para toda e qualquer profissão, o que não é novidade nenhuma, e esse descaso com a classe é um tremendo desrespeito, o que também não é inédito.
Mudando de pau para cacete, gostaria de informar que sou uma pessoa melhor. Por quê? Estávamos eu e meus colegas de classe assistindo a aula de Teoria e Métodos de Pesquisa quando a professora sugeriu que fizéssemos um curriculum lattes, visto que isso nos daria uma maior "notoriedade" por ser algo imprescindível no meio acadêmico, em se tratando, principalmente, de pesquisa e tal. Eu, que nem cachorro tenho mais- quer dizer, meus pais não têm, porque o cachorro era deles. Beethoven está desaparecido (Inclusive, se alguém o encontrar, a recompensa é ficar com ele. Tome de conta, jovem!)- soltei: "Ah, professora! Pode me aguardar que próxima semana já estarei com meu lattes pronto e passarei a usar um crachá com os seguintes dizeres: 'Sou do lattes!', logo, serei uma pessoa melhor." Vou nem comentar que eu a "galhera" caiu no riso. Tanto que só faltei ver o último dente daquelas bocas cheias de dente. Deve ser por isso mesmo que a minha vida andava tão difícil. Não era do lattes ainda e tal.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Os desafios do Viva, os bastidores da futura reportagem.

Engraçado... Tanta coisa pensamos ser de um jeito na teoria e na prática ou é muito diferente, ou não é bem daquele jeito, mas tem lá um pé no modo como imaginamos. Às vezes, como esperamos que seja é melhor, mas também pode ser que do jeito que é, seja melhor ainda. Viva Arapiraca 2012 passou e no balanço geral, apesar de alguns imprevistos, foi maravilhoso. Aprendi um bocado, de uma forma abrangente, sobre a realidade que permeia uma das vias que minha futura profissão me permiti atuar. O pessoal da Assessoria de Comunicação do festival não parou um segundo sequer. Corria para lá e para cá para que nada desce errado e não deu. 
A rapaziada que estava trabalhando nos demais veículos de comunicação, credenciados pelo evento, também suou muito a camisa para tentar cobrir ao máximo os acontecimentos no palco, na plateia, na coletiva. Por falar em coletiva, na quinta-feira- dia da banda de eurodance Double You- ou eu não tinha chegado ao Lago da Perucaba quando avisaram que a Imprensa poderia se dirigir à área reservada, ou eu, como tenho falado, não escutei quando anunciaram. (Devo ter esquecido de limpar os ouvidos certamente!). Menos um para mim. O show em si foi mais um, ao contrário de minha mancada.
Adorei o ritmo dançante do grupo. Eles incorporaram ao repertório músicas de bandas da atualidade, como Black Eyed Peas, assim como músicas que nunca saem de moda, como é o caso de We will Rock you. (Eu esperava um público mais volumoso nesse dia, mesmo assim foi um barato. Quantidade não é sinônimo de qualidade, né verdade?!) É como eu estava discutindo com uns amigos meus: Se Double You não tivesse feito essa mescla, o show deles poderia não ter sido tão bom como foi. Se eles tivessem se restringido ao  repertório deles, sabe?! 

Já na sexta-feira, dia seguinte, a casa estava lotada. A estimativa de público chegou a 50 mil pessoas. Realmente. (Nunca vi tanta cabecinha junta. Mal podia me locomover!) Acho, apesar de ter amado o show, que eles poderiam ser tocado mais sucessos. Não achei um repertório em comemoração aos "15 anos NA MORAL" muito bem selecionado. Músicas estouradíssimas como: Vem andar comigo, Palavras de um futuro bom, entre outras, não foram cantadas. Contudo, entrou para a história do evento. Recorde de público. Skank, ano passado, reuniu 40 mil pessoas. 
Enquanto à coletiva deles, eu não podia mesmo participar, uma vez que a produtora era extremamente exigente. Inclusive isso foi motivo de muitos comentários negativos em relação à banda. Muitos radialistas lá de Arapiraca soltaram cobras e lagartos em relação aos integrantes do grupo, assim alguns amigos me contaram, uma vez que a produtora só permitiu que Gazeta e Jovem Pan participassem da coletiva. Soube ainda que ambas tiveram direito a uma pergunta apenas. 
Entendo a revolta do pessoal e até compartilho dela no seguinte: Não achei louvável só dois veículos comunicacionais poderem estar na coletiva. Se tantos foram credenciados, o legal, aos meus olhos, é que todos pudessem estar presentes para fazerem uma pergunta cada, por exemplo. Aí tudo bem. Agora sair escolhendo quem pode e quem não pode, fomentando a ideia de superioridade dos meios,  não foi uma determinação bacana da produtora de Jota Quest. (Que isso fique bem claro mais uma vez.). Penso eu que quanto mais visibilidade, melhor para o artista, certo?! Mas... Devo estar errada. 
Agora o ponto em que não concordo se refere aos alvos das críticas de meus colegas. Não foi Rogério Flausino, ou Marco Túlio, ou Paulinho que determinou quem poderia fazer parte da coletiva. Essa parte cabe à produtora e até onde eu soube as alfinetadas foram para eles. Isso lamento profundamente, porque quem passou por ruim foram os garotos e aí quem não sabe desse porém ficou com essa ideia. 
"Joia" para mim, né Badauí?!
Eu mereço. 
Ao contrário da produtora de Jota Quest, a de CPM22 é/foi muito mais flexível. A imprensa lá presente como um todo, pode tirar quantas fotos quisesse, perguntar ao bel-prazer de cada jornalista e eu poderia ter participado para mergulhar no flash com os meninos de CMP que, assim meu colega Abel, da rádio Jovem Pan, falou, são gente boa, mas lá fui eu em busca de mais uma trapalhada. Sou especialista nisso. Certeza.
Como eu sou muito inteligente, na noite anterior fui de salto, pulei feito pipoca segundo por segundo com Flausino e banda, visto que tenho todo um envolvimento emocional com eles (Sério: Emocionante. Momento único em meus 21 anos de vida. Até hoje lamento não poder ter tietado os garotos, gente! Maldade... Pura maldade.); cantei até ficar afônica como nunca e aí me inventei de ir novamente de salto no dia seguinte. Ainda perambulei muito com meus 15 centímetros, mas chegou uma hora que meu pé estralou e aí eu percebi que não adiantava forçar mais. O que fiz? Troquei meus 15 cm, provisoriamente, pelo 1 cm de uma amiga e pronto. Nossa boa ação beijou meus pés. Falei com minha amiga que iria me dirigir à coletiva, uma vez que a apresentação de CPM22 estava terminando, e aí trocaríamos quando eu voltasse, já que o processo lá não seria demorado.
Mas o quê? Assim que o show acabou ela tinha que ir embora de imediato e tínhamos que destrocar as sandálias. O que fiz? Merda. Poderia ter destrocado depois, mas enfim... Fui fazer a troca o mais rápido possível e aí quando voltei já era, porque, mesmo com a credencial, havia uma multidão de gente querendo burlar a área reservada aos profissionais de comunicação e o segurança não quis saber se havia alguém com a pulseira vermelha no meio da galera, sem contar que minhas amigas foram embora sem mim. Ou seja, barrada e abandonada na Perucaba da amargura. Difícil. Superei. Moral da história: Use a cabeça e não os pés em se tratando de massa cinzenta. 
Update: Contudo, foi uma experiência muito comemorada. Obrigada, especialmente, ao Prefeito Luciano Barbosa e aos Assessores Igor Castro e Yale Fernandes pela oportunidade, pelo carinho, disponibilidade e atenção para comigo. Quando a revista estiver pronta, separarei uma para cada e entregarei em mãos. 

domingo, 25 de março de 2012

Tudo é tão bom e azul, como a canção de Flausino.

Oficina de Jornalismo Impresso II. Uma tarefa a ser cumprida, e sugerida por mim que sou da terra, na primeira reunião de pauta do semestre para a produção da nossa revista experimental (Foca): Fazer uma matéria sobre o mega evento que ocorrerá em minha cidade, Arapiraca, entre os dias 29 e 01 de Abril- Viva Arapiraca- como já foi tema por aqui. 
(Período passado, minha turma foi agraciada com o patrocínio da prefeitura da Terra do fumo para a realização do II Seminário Luiz Plácido Tojal e suas simples palavras. Estive em minha cidade juntamente com uma amiga para falarmos com o Prefeito Luciano Barbosa, que nos recebeu com muito carinho, e nos ajudou da melhor forma possível para realização do seminário que entrou para a história do curso, tido como o melhor evento já realizado por alunos de Comunicação Social na disciplina de História dos Meios. Graças a todos os colaboradores e empenho de minha turma foi um sucesso.).
Diante do desafio de cobrir o Viva Arapiraca esses dias entrei em contato, mais uma vez, com o querido Prefeito Luciano Barbosa (Ele é, realmente, um querido, gente.Tem feito uma administração impecável no município. Prova disso é o reconhecimento, merecido, e a visibilidade positiva e exemplar que Arapiraca tem ganho em nível nacional.). 
O meu intuito, dessa vez, era sondar a possibilidade de uma breve entrevista com ele sobre o evento. Novamente foi muito atencioso para comigo, assim como é com todo mundo, e pediu que eu marcasse um horário com a secretaria dele e que, também, falasse com o Assessor de Comunicação do festival, Yale Fernandes. Recomendações feitas e executadas. 
Yale foi igualmente atencioso e mais: Autorizou que eu fosse inclusa na área do evento reservada à Imprensa, mesmo eu não estando ligada a nenhum Meio de Comunicação programado/esperado pela Assessoria de Comunicação; mesmo eu sendo apenas uma estudante de Jornalismo da Instituição Federal de Ensino Superior do Estado. 
O e-mail, com a autorização dada pelo Yale, tem feito de hoje um dia daqueles dias de extrema felicidade para mim que fui envolvida de um sentimento de pertencimento profissional absoluto e emocionante, já que estamos falando de mim, não é mesmo?! "Um dia feliz, às vezes, é muito raro, falar é complicado...", mas quando chega, arrebata a gente em nossa totalidade e nos dá algumas respostas que outros dias deixaram no vácuo a interrogação. Apesar de estar na metade do caminho, com uma penca de coisas para aprender, o meu eu-jornalístico veio à tona e aí é uma Jornalista, de fato, que tenho me sentido. Procurarei dar o melhor de mim nessa matéria. Farei com o maior esmero para o resultado seja tão positivo e gratificante como o caminho até ele. Obrigada aos amores-amigos que estão comigo. Obrigada, especialmente, Luciano Barbosa e Yale Fernandes pelo espaço que me foi dado. Mãos à obra!

terça-feira, 20 de março de 2012

Myrna, Maria e o tempo. Espetáculo!

É muito bacana ver seus amigos se tornarem o que um dia eles disseram que queriam ser e que seriam. Hoje Myrna Araújo, mãe de um garotinho que está vindo por aí, grande amiga minha e filha de uma professora querida do colegial, tão minha amiga quanto, é uma atriz e cantora fantástica de nossa Alagoas. Costumo chamá-la carinhosamente por cantora. Adivinhem por que... Imaginaram, né?! Canta e encanta- aquela velha história. 
Em Maio, Myrna dará vida às composições de Arnaud Borges com o espetáculo Maria e o tempo- diálogo intrapessoal da mulher interiorana com o cotidiano de seu sertão urbanizado, em meio às lamúrias, crença, esperança e tempo. No embalo do afro-caeté-nordestino-brasileiro, a cantora dará vida à Maria e ao sertão de sua gente. Vale muito a pena fazer parte desse espetáculo. Garanto. (Sucesso, mamãe! Maria e o tempo é um plus a você que é positividade. Conte comigo sempre, ainda mais agora que meu sobrinho está a caminho de nossos braços, não é?!).